Vivemos numa geração marcada pela improvisação e exposição: tudo é mostrado, tudo é imediato, mas, na dinâmica do Reino de Deus, aquilo que é relevante diante das pessoas só é verdadeiro quando nasce e se fortalece na intimidade secreta com o Pai. O público é sustentado pelo que acontece no oculto. Jesus mesmo afirma que aquilo feito em secreto será recompensado — e é nesse espaço, longe dos holofotes, que o caráter é formado e a fé é fortalecida.
Precisamos combater o ativismo espiritual e o risco de transformar a vida cristã numa sequência de aparências e ações externas. Deus nos chama para uma espiritualidade menos performática e mais autêntica, onde os momentos de solitude, oração, escuta e entrega são centrais. É no secreto que somos confrontados, tratados e moldados para, então, transbordar frutos no público. Não há como improvisar a vida com Deus; intimidade requer prioridade e constância.
A verdadeira fonte de boas obras é essa proximidade contínua com Cristo. Nossas melhores ações não vêm de esforço ou técnica, mas do agir do Espírito em nós, quando estamos verdadeiramente ligados à Videira. Quanto mais tempo passamos com Jesus, mais nossa conduta revela Sua graça, Sua bondade e Seu poder. Nossa missão não é impressionar, mas refletir a presença de Deus — e isso só acontece se o secreto for mais importante do que o palco.
Que cada um busque diariamente momentos reais ao lado de Deus, submetendo o coração ao Seu senhorio, permitindo que Ele nos conduza e nos capacite. Só assim, nosso testemunho público será legítimo e relevante, as pessoas verão nossas boas obras e glorificarão o Pai, porque reconhecerão, por trás de tudo, o agir divino — e não méritos humanos. Que vivamos uma espiritualidade onde o secreto sustenta, inspira e legitima tudo o que se manifesta no público.
- A vida pública só se sustenta com intimidade pessoal com Deus: O que mostramos às pessoas precisa ter raízes profundas no secreto, no relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Então, separe um tempo diário para isso.
- Ativismo e exposição não substituem comunhão verdadeira: Externar espiritualidade sem base na intimidade leva a uma vida superficial e sem frutos que agradem a Deus. Logo, aprofunde sua experiência com Deus.
- As boas obras autênticas só acontecem pela proximidade com Jesus: É o Espírito Santo, através da comunhão constante, que produz em nós aquilo que glorifica a Deus e abençoa os outros. Assim, deixe Deus se revelar através de você.