Este espaço é destinado aos alunos que se encontram semanalmente para estudar a Bíblia no Espaço Novo Tempo de Volta Redonda. Fará mais sentido se você estiver conosco nos encontros presenciais. Rua Primeiro de Maio, 105 – Aterrado, Volta Redonda/RJ.
Abaixo você encontra vídeos, textos, podcasts, estudos bíblicos e outros recursos para aprofundarmos a nossa pesquisa e debate do tema estudado. Ah, lembre-se de fazer o quiz após cada pesquisa ou estudo, ao final da temporada você estará concorrendo a um presente preparado com muito carinho.

Apocalipse 2:1-7. “8 Ao anjo da igreja em Esmirna escreva: “Estas são as palavras daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver. 9 Conheço as suas aflições e a sua pobreza; mas você é rico! Conheço a blasfêmia dos que se dizem judeus mas não são, sendo antes sinagoga de Satanás. 10 Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida. 11 Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte.” (Nova Versão Internacional)
1. A Esmirna do séc. I
Esmirna, uma cidade com raízes históricas profundas, remonta a tempos imemoriais, tendo sido colonizada pelos gregos e exercido hegemonia na região. Após a destruição de uma cidade anterior no século VI a.C., foi refundada por Lisímaco entre 301 e 281 a.C., transformando-se em uma das cidades mais prósperas da Ásia Menor. Sua prosperidade e influência foram impulsionadas por sua localização estratégica no final de importantes rotas comerciais que atravessavam a Lídia e a Frígia, servindo como um vital escoadouro marítimo para o vale do rio Hermo. Essa grandiosidade a colocou em competição com Éfeso e Pérgamo pelo prestigiado título de “Primeira (cidade) da Ásia”.
A lealdade de Esmirna a Roma era notável e antiga, manifestando-se muito antes do estabelecimento do Império Romano. Em 195 a.C., um templo foi erigido em honra à deusa Roma, e a cidade recebeu o privilégio de construir um templo dedicado a Tibério, Lívia e o senado romano em 26 d.C., o que lhe conferiu o direito ao Neocorato Imperial. Esse privilégio foi concedido novamente por Adriano e, mais tarde, por Severo. Essa estreita aliança com Roma e o subsequente culto obrigatório ao imperador criaram um ambiente de extrema dificuldade para os cristãos, resultando em perseguição e morte como consequências naturais de sua fé.
O próprio nome da cidade, Esmirna, que significa “mirra” em grego, uma substância extraída por esmagamento e utilizada tanto em perfumes quanto em embalsamamentos, simbolizava a condição dos cristãos locais. Eles foram “esmagados” pela perseguição, transformando-se em um “perfume” agradável a Deus, e, mesmo na morte, foram espiritualmente preservados para a vida eterna.
Historicamente, Esmirna foi destruída por Aliates da Lídia por volta de 600 a.C. e permaneceu em ruínas por três séculos. Seu renascimento por Lisímaco em 290 a.C. pode ser visto como uma alusão ao conceito de morte e ressurreição. A moderna Izmir, na Turquia, é uma das comunidades urbanas mais fortes da Turquia atual, evidenciando a continuidade da vitalidade e prosperidade da região. O progresso da cidade foi impulsionado pela intuição de seus habitantes em reconhecer o domínio romano na Ásia Menor, posicionando-se como uma cabeça de ponte estratégica contra as ambições sírias de Antíoco, o Grande, e fortalecendo o controle romano sobre o Mediterrâneo Oriental.
A importância de Esmirna no império romano foi cimentada pela escolha de se tornar o local do segundo templo asiático dedicado à divindade de Roma e do imperador. Esse centro do culto imperial foi uma das principais causas do sofrimento dos cristãos, com surtos de perseguição, intensificados por imperadores como Domiciano, e por uma sinagoga judaica hostil, à qual João se referiu de forma incisiva.
A exortação aos crentes de Esmirna para suportar tudo e receber a “coroa da vida” talvez estivesse ligada ao “diadema de pórticos” que coroava a colina da cidade, um elemento tão famoso que se tornou uma imagem retórica reconhecida na época. Policarpo, discípulo do apóstolo João e bispo mártir de Esmirna, é uma figura emblemática, servindo como um elo entre a era apostólica e meados do século II d.C.
O cristianismo chegou a Esmirna provavelmente através das atividades de Paulo em Éfeso e da prolongada presença de João na cidade. A carta no Apocalipse indica que a igreja de Esmirna do século I d.C. estava em boa condição espiritual. A história posterior da cidade também reflete sua resistência, como demonstrado por sua prolongada oposição aos turcos durante as invasões islâmicas, o que permitiu ao Império Romano do Oriente se recompor, e indiretamente contribuiu para o Renascimento. Essa capacidade de resistir e aclamada resiliência histórica corroboram o elogio do Senhor Jesus à igreja cristã de Esmirna no Apocalipse.
2. Aprofundando
Você pode aprofundar o tema que estudamos assistindo a apresentação sobre a Igreja de Esmirna com diversos apresentadores da Novo Tempo.
- Pr. Luís Gonçalves → aqui
- Pr. Mark Finley → aqui
- Pr. Arilton oliveira → aqui
- Pr. Michelson Borges → aqui
3. Próximo tema

