Quando o Pastor Jafé me fez o convite, confesso que transitei por muitos temas, pensando em qual verso bíblico me tocaria mais ou qual experiência pessoal compartilhar. Mas então me dei conta: o que faço todos os dias, o que pulsa em meu ser, é a comunicação. E é sobre isso que eu quero falar com vocês hoje, porque para mim, é muito mais que uma profissão; é um chamado de Deus.
Como assessora de comunicação na Associação Rio Sul, meu trabalho é zelar pela imagem da Igreja Adventista, divulgar nossos eventos e facilitar a mensagem que acreditamos. A Igreja, com suas escolas e hospitais, tem uma atuação vasta, e a comunicação é uma ferramenta indispensável para alcançar a todos. Eu me via desde criança como apresentadora de telejornal, e meu pai sempre me disse: “É para a honra e glória de Deus.” Eu sabia que, independente de onde trabalhasse, minha missão era comunicar Jesus.
Para entendermos, primeiro precisamos definir comunicação: é o processo de troca de informações, ideias, sentimentos entre indivíduos. Ela pode ser verbal, não verbal, escrita e ocorre em diversos canais. Não basta o emissor falar; o receptor precisa entender e dar feedback, caso contrário, não houve comunicação. E no meio disso tudo, existem os ruídos, que atrapalham o entendimento.
Eu gostaria de compartilhar uma experiência pessoal que ilustra isso. Morando no Pará, durante a pandemia, trabalhávamos com transmissões de cultos. Houve um erro, e um anúncio sobre um ensaio de coral infantil foi transmitido por engano. Fiquei nervosa, pois sabia que não deveria ter acontecido. Contudo, uma senhora não-adventista viu o anúncio e ligou para a igreja. Eu entrei em contato com ela, e o resultado foi que ela matriculou seu filho e um sobrinho na escola adventista, tendo conhecido nossa realidade de igreja por causa de um “erro” na comunicação.
Naquele momento, entendi algo crucial: a comunicação não é neutra. Uma palavra, uma imagem, uma mensagem pode ser uma ponte que aproxima alguém ou um muro que afasta. Como cristãos, nossa comunicação deve ser intencional.
Baseada nisso, percebo três pilares da comunicação que transforma: